Adriana Quadros

Setembro 5, 2007

Programa Primeiro Emprego renasce de cara nova

Arquivado em: Sem-categoria — adrianaquadros @ 10:53 pm

O começo

Lançado em junho de 2003, o Programa Primeiro Emprego tinha o objetivo de ser o projeto social mais importante da administração, depois do Fome Zero. A expectativa era investir R$ 188 milhões em 2004 e criar 260 mil vagas por ano, com expectativa de chegar a 500 mil postos. Oito meses depois, o Primeiro Emprego só tinha levado à contratação de um copeiro em Salvador. De lá para cá, apenas 15 mil vagas foram criadas no Brasil.

Exigências

As empresas que se dispusessem a contratar jovens com idade entre 16 a 24 anos seriam subsidiadas. O governo repassaria para as empresas R$ 1.500 anuais (valor atual). E mais, elas não poderiam demitir outros funcionários por um ano. Esta última exigência acabou sendo suspensa, pois o projeto não conseguia empregar o número de jovens almejado.

Falha

O governo federal não percebeu que o Primeiro Emprego não previa resolver o principal problema, a falta de qualificação dos jovens. No final de 2005, o governo criou o Projovem, para moços e moças de 18 a 24 anos sem ensino fundamental completo (oitava série). O que de nada adiantou.

A cartada final

Por causa dos rumores de que o Programa Nacional Primeiro Emprego (PNPE) iria ser extinto, o governo federal decidiu anunciar na última quarta-feira (5) uma reedição do programa, que agora assume a versão de novo ProJovem. O programa pretende ampliar o atendimento aos jovens que estão fora das salas de aula e não têm formação profissional.

Esta situação de desemprego entre os jovens não se resume ao Brasil. Recente pesquisa da Organização Internacional do Trabalho (OIT), divulgada no último dia 4 de outubro, trouxe uma triste realidade, os jovens latino-americanos representam 46% da mão de obra que está fora do mercado de trabalho. Entre os jovens negros a taxa de desemprego é maior.

 

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