Uma iniciativa do monge francês conhecido como Irmão Henrique vem mudando a vida de muitas pessoas moradoras de rua. Após ter morado voluntariamente na rua por 15 anos Irmão Henrique pensou em 2006, na idéia de criar um jornal feito por pessoas que nunca tem voz nem vez na sociedade. Nascia o Jornal Aurora da Rua que foi lançado em março de 2007, nas comemorações dos 458 anos de Salvador.
Os moradores de rua participam escrevendo as matérias de capa, produzidas nas oficinas de texto que o jornal promove. Ao todo são 15 redatores, onde estão também voluntário da iniciativa. Os 35 vendedores dos 10 mil exemplares são pessoas em situação de rua, que cobram por cada jornal 1 real e ficam com 75 reais desse valor. O restante da renda é usado para pagar os custos e a manutenção da publicação.
Além de servir de fonte de renda, o jornal Aurora da Rua acaba promovendo a inclusão social das pessoas que não contam a ajuda nem dos poderes públicos e muito menos da sociedade. Quem compra os exemplares pode ter certeza de que não compra apenas um produto comercial, mas um produto social, como gosta de falar Irmão Henrique.
A maior prova de iniciativas simples como esta pode dar certo é a história de vida de Maria Lúcia Pereira. Ela, que era moradora de rua e o alcoólatra, hoje deu a volta por cima e escreve na coluna Brilho da Aurora sobre o perfil das pessoas que como ela moravam na rua.
[...] nome. Após um período de lutas intensas, deu a volta por cima quando passou a integrar o projeto Aurora da Rua, um Jornal que mostra a vida das pessoas em situação de [...]
Pingback por Uma nova aurora para Maria Lúcia « Helder Resende — Dezembro 4, 2007 @ 9:07 pm |
[...] Editora Paulinas) no qual conta sua trajetória. Atualmente o monge coordena o projeto do jornal Aurora da Rua, publicação feita com a participação de moradores de rua e vendida por estes [...]
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